Vestígios de um duelo

De cima vem um olhar frio
de baixo um olhar suplicante
aqui dentro o ar é sufocante
lá fora, a noite é um pulmão ofegante
Sangue que sobe pela garganta
como a lava borbulhante do vulcão
bloqueando qualquer suspiro de vida
e despejando-se pelo chão
O luar refletia no peito suado
que buscava no ar impregnado
oxigênio para se manter
Depois do duelo travado
depois de suor e sangue derramados
só há um corpo vivo para a lua ver.
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Hoje, na aula de Teoria do texto Poético, a professora nos passou um texto e, depois de lê-lo, pediu que produzíssemos algo, em prosa ou verso, baseados no tema "lá fora, a noite é um pulmão ofegante."
Eu e minha dupla/colega de sala/amiga, Beatriz Góes (blog Caderno de Devaneios), produzimos o poema acima. Espero que tenham gostado.
E a poesia pede passagem. Obrigada meninas por esse momento de iluminura poética. abraços meus pra vocês que com a respiração desse pulmão fizeram esse poema.
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