Manhã seguinte
Acordei e a primeira coisa que pensei foi que o próprio Hélio estava batendo na janela a minha frente. Estava quente e meus olhos arderam intensamente assim que os abri. Minha cabeça começou a doer. A segunda coisa foi que eu não reconhecia o lugar em que estava e nem lembrava como havia chegado lá. Encontrava-me em uma confortável cama com lençóis verde água. Minha cabeça precisou latejar mais para que eu percebesse que a dor não fora originada pela luz da manhã. Aos poucos recordava da música, das pessoas, dos copos que chegavam cheios e iam apenas com o gelo no fundo. A respiração quente em minha nuca me trouxe de volta ao presente. Senti meus pelos se arrepiarem. Percebi um braço forte em minha cintura e um peito nu colado em minhas costas. Naquele momento inferi, com absoluta certeza, o que tinha acontecido naquela madrugada. Tudo o que eu vestia era uma camisa preta (que, aliás, não estava abotoada) que era um pouco grande para mim e que cheirava a uma gostosa e embriag...