Egocêntrica?
Ao terminar de escrever mais um capítulo da minha
história “de adolescentes”, surpreendi acesa uma vontade que se encontrava
calada já fazia algum tempo – a vontade de escrever sobre mim mesma. Escrever sobre
meu corpo ou sobre a minha pessoa. Assim que identifiquei essa vontade pulsante
em mim, parei para pensar: “será que sou egocêntrica?” e fiquei com isso na cabeça
por um tempo.
Pouco tempo. Não durou nem um dia na verdade. E minha
conclusão foi:
“Sou
egocêntrica sim! E daí?”
Desde que me foi dito que todo artista é e deve ser egocêntrico, vi que precisava
aceitar esse sentimento dentro de mim. Precisava enxergar como eu sou bonita,
divertida e gosto de muitas coisas que faço bem. Não que eu pense em mim acima
de tudo e de todos, mas percebi que, principalmente para alguém como eu, é importante
conseguir enxergar e amar suas próprias qualidades sejam elas quais forem. Faz
bem à mente e ao coração ter ciência de que você também tem seus pontos fortes
e que pode explorá-los como bem entender. Isso eleva e muito a auto-estima e você
passa a admirar seus próprios atributos e talentos em vez de admirar apenas
aquela pessoa que você sempre quis ser. Não precisa deixar de admirá-la, mas
que tal se olhar no espelho agora? Sei que tem algo que goste de fazer e que é
bom nisso, então se aprimore. Deve ter alguma parte de seu reflexo que você
goste de olhar, que ache bonito, então valorize.
Ninguém é perfeito ou feito de defeitos. Você pode
admirar a si mesmo. Pode “se achar”. Se ache, se encontre. Descubra quem você é
de verdade e aceite essa pessoa sem medo; ela sempre esteve com você, apenas
esperando ser achada. Não pense que é melhor que alguém, mas se ache o máximo
sendo você mesmo.
Ficou parecendo um texto de autoajuda, não é? Que nada!
Esse é apenas um texto sobre mim; exatamente como eu queria. Um pequeno texto sobre esta Maria – talentosa, bonita, uma amiga confidente e... Egocêntrica.

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