Ao terminar de escrever mais um capítulo da minha história “de adolescentes”, surpreendi acesa uma vontade que se encontrava calada já fazia algum tempo – a vontade de escrever sobre mim mesma. Escrever sobre meu corpo ou sobre a minha pessoa. Assim que identifiquei essa vontade pulsante em mim, parei para pensar: “será que sou egocêntrica?” e fiquei com isso na cabeça por um tempo. Pouco tempo. Não durou nem um dia na verdade. E minha conclusão foi: “Sou egocêntrica sim! E daí?” Desde que me foi dito que todo artista é e deve ser egocêntrico, vi que precisava aceitar esse sentimento dentro de mim. Precisava enxergar como eu sou bonita, divertida e gosto de muitas coisas que faço bem. Não que eu pense em mim acima de tudo e de todos, mas percebi que, principalmente para alguém como eu, é importante conseguir enxergar e amar suas próprias qualidades sejam elas quais forem. Faz bem à mente e ao coração ter ciência de que você também tem seus pontos fortes e que pode explorá-l...