As glórias de Eva
Canta, mãe terra Ou antes chora de desgosto Por teus filhos ingratos Presos a orgulhos inatos O amor do peito já deposto Chorem, mulheres Na dor de parir Um fruto corrompido Do céu de sangue caído E de quem a vida verão ruir Geme, garota A quem difamaram Por teu jeito torto ou corpo dado Não te culpes pelo humor dilacerado De ódio e rancor é que te armaram Lamenta, menina Regrada na prece Desnutrida de força Para ser boa moça Em cujo peito o orgulho perece