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Mostrando postagens de agosto, 2015

Borboleta - O clamor das asas

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Borboleta Parei no estágio de lagarta Arrastando-me apenas por folhas instáveis Aspirando sonhos ainda inviáveis Provando um querer que ao coração farta Ou antes me mantive em modo crisálida Envolta pelas finas sedas do labor Oculta em meus véus de puro pudor A vergonha priva o mundo da alma cálida As asas atrofiadas se querem bater Em dor agonizante o dorso vem arder A força contida em meu próprio ser abate Encarcerada em minha casca como estou Fazendo chorara borboleta que não sou As asas clamam: "esses véus, sedas e vergonha, mate" O clamor das asas Mate os véus Sedas e vergonha Lagarta, cresce Voa, sonha Não agoniza aqui dentro Vê? Choramos por ti Não permita ao teu calor Na morte de ti sumir